
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
O diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, afirmou nesta terça-feira que a instituição deve economizar R$ 110 milhões em 2009, com as medidas administrativas adotadas, como corte de gastos com a gráfica, telefones, veículos.
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Segundo Tajra, nos últimos dois anos o Senado pediu suplementação orçamentária para fechar as contas. A informação foi repassada aos senadores da Comissão de Fiscalização e Controle.
"A tradição da Casa é pedir uma suplementação orçamentária. Em 2008, foi de R$ 117 milhões. Em 2007, foram R$ 233 milhões. Neste ano, não foi feito pedido. Vai haver superavit orçamentário de R$ 110 milhões", disse.
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Apesar do anúncio de economia, a previsão do orçamento do para 2010 sofreu um aumento de R$ 13,5 milhões em relação a proposta orçamentária deste ano, sendo que há uma promessa de R$ 376 milhões com a reforma administrativa.
De acordo com o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual), o Orçamento do Senado em 2010 é de R$ 2,756 bilhões, o que representa um gasto de R$ 13,5 milhões a mais do que em 2009.
Tajra disse ainda que a Casa tem se esforçado para readequar os 34 contratos terceirizados da Casa. Um relatório mostrou que nos convênios fechados nos últimos cinco anos, apenas um cumpriu todos os requisitos legais previstos pela instituição.
"Nós estamos fazendo um trabalho sério, elogiado pelo TCU [Tribunal de Contas da União]. É uma revisão técnica nesses 34 contratos e já temos resultados práticos como uma economia de mais de R$ 2 milhões nos contratos de vigilância. É uma mudança de cultura", disse.
As irregularidades encontradas indicam que o Senado pode ter desperdiçado R$ 46,5 milhões. Para manter esses convênios, a Casa gasta anualmente R$ 155 milhões. A Folha Online teve acesso ao relatório, no qual um contrato que prevê a contratação de guia-intérprete para promover acessibilidade na produção e veiculação de programas na rádio e na TV Senado foi o único a receber aval da comissão.